Sempre fui uma pessoa preocupada com Ética e Lógica,
que são os dois pilares que determinam grande parte de
minha personalidade e minha conduta. Meus interesses mudam bastante
com o passar do tempo e atualmente envolvem os seguintes assuntos:
Existência, Vida, Saúde, Educação,
Problemas Sociais e Atividades Assistenciais, Sistemas Automáticos
para Investimentos em
Forex, Bovespa, BM&F, CHX e NYSE, Teoria da Medida, Observação
Astronômica, Dialética e Oratória, Psicometria,
Cognição e Epistemologia, Heurística, Mente,
Business Intelligence, Teoria da Informação e Gestão
do Conhecimento, Estatística, Sistemas Automatizados para
Processos Decisórios Complexos, Mágica e Ilusionismo,
Filmagem e edição de vídeos, Chocolate, Puzzles
e Quizzes, Xadrez, Astronomia, Astrofísica e Cosmologia,
Literatura, Música, Filosofia, Psicologia, Física,
Matemática, Artes Marciais, Natação e Dança.
O
Xadrez é um campo em que tive a oportunidade de conhecer pessoas
muito interessantes, pessoas de excelente caráter, com as quais
fiz amizades que duram mais da metade da minha vida. O Xadrez
também me ajudou a ter uma idéia sobre meus pontos fortes e fracos,
bem como meu nível de desempenho em atividades que exigem diferentes
conjuntos de faculdades mentais. Em Xadrez às cegas, por exemplo,
tive a felicidade de bater um recorde mundial de mate
anunciado mais longo, evento que foi registrado no Guinness
Book of Records, páginas 110-111 da edição de 1998. Os amigos
e familiares que me acompanharam durante essa conquista tiveram
um papel muito importante, sempre me incentivando e muitas vezes
deixando de lado seus compromissos pessoais para dedicar tempo
ao meu projeto. Quando vejo pessoas que bateram recordes, mas
não chegaram a ser registradas no Guinness, como é o caso da talentosa
Milene Domingues, fico pensando na importância de contar com uma
equipe de colaboradores que trabalha por amizade desinteressada,
colaboradores que mesmo não sendo profissionais em suas respectivas
funções, esmeram-se ao extremo para cumprir suas tarefas, e graças
a essas pessoas é que foi possível chegar ao fim dessa jornada
e colher os doces frutos do sucesso. Os nomes dos amigos que me
ajudaram nessa difícil empreitada estão na página relativa ao
recorde, na seção “Agradecimentos”, por isso não os
reproduzo aqui.
Entre
minhas outras atividades ligadas ao Xadrez, posso destacar meus
trabalhos de análise, alguns dos quais receberam distinções com
alguma importância, como um TOP-10 do mundo, em avaliação
feita pelos 10 Grandes Mestres que constituem o júri do Sahovski
Informator (principal periódico internacional sobre Xadrez), sendo
o campeão mundial um dos jurados. Também tive trabalhos distinguidos
como TOP-19 e TOP-26 do mundo. Tive a honra de ser o primeiro
brasileiro a alcançar um TOP-10, aliás, na mesma ocasião, o vice-campeão
mundial sub-10 Giovanni Portilho Vescovi, maior rating FIDE brasileiro
de todos os tempos (2648), teve uma novidade TOP-15. Isso foi
em 2000. Alguns meses depois, fui sobrepujado pelo talentoso Névio
João, segundo maior rating ICCF do Brasil de todos os tempos (2617),
que conquistou um TOP-5.
Meus
resultados como analista e competidor na ICCF levaram alguns amigos,
e até mesmo algumas pessoas que eu não conhecia, a acreditar que
eu sei alguma coisa desse esporte, razão pela qual recebi alguns
convites e algumas indicações muito lisonjeiros, entre os quais
posso destacar estes:
Em
2004, fui indicado pelo Grande Mestre Internacional ICCF Salvador
Homce De Cresce para representar o Brasil na Olimpíada de Xadrez
da ICCF.
Em
2002, fui convidado por Marius Ceteras – Capitão da "Equipe
Potaissa Turda", da Romênia –, para jogar no primeiro tabuleiro
do time, representando a Romênia na “European League
of the Champions - 2002”.
Nessa
época, eu já me encontrava afastado das competições, por isso
me senti na obrigação de declinar os dois convites, já que não
teria condições de oferecer um desempenho que honrasse a confiança
que depositaram em mim.
Fui uma criança precoce em vários aspectos
intelectuais, físicos e emocionais, mas depois de adulto acabei
regredindo em tudo. ;-) Aos 6 meses de vida eu conversava com
boa fluência. Aos 370 dias, comecei a andar. Aos 2 anos, desenhava
e modelava em massa escolar figuras de pessoas e animais, e eram
figuras com proporções adequadas, com qualidade acima da média
dos desenhos feitos por adultos. Aos 11 anos, escrevia aforismos
sobre vários temas. Aos 13, desenvolvi um método para calcular
logaritmos e ministrei minha primeira palestra sobre Astronomia.
Aos 16, participei pela primeira vez de um torneio Internacional
de Xadrez (primeira fase do REFRIPAR Internacional), e tive um
desempenho satisfatório, com 4,5 pontos em 7 possíveis, mesma
pontuação de alguns mestres internacionais (obtive um empate com
o campeão do Zonal Sul-americano Aron Antunes Corrêa e venci o
campeão brasileiro Luiz Tavares da Silva, entre outros). No ano
seguinte, joguei pela primeira vez com um Grande Mestre Internacional,
o russo Alexei Suetin, que visitou o Brasil junto a uma delegação
de atletas soviéticos trazidos pelo PC do B. Foi um jogo interessante,
em que empreendi um violento ataque ao roque, mediante dois sacrifícios
de peças, e consegui uma posição ganhadora, conforme pudemos confirmar
nas análises post mortem, mas sua experiência e talento
sobrepujaram minha imaturidade e ele acabou me vencendo.
Em
torneios da ICCF, tive a felicidade de sagrar-me campeão invicto
nos dois primeiros eventos internacionais de que participei, aliás,
acho que sou o único brasileiro que se conserva invicto em torneios
da ICCF, não porque eu seja um forte, mas porque parei
de jogar J logo depois desses dois
eventos. Meu desempenho nesses certames me qualificaram para disputar
a semi-final do campeonato mundial da ICCF, mas isso foi em 2000,
e abandonei o Xadrez logo em seguida, sem chegar a participar
do mundial.
Nunca
fui um aluno dedicado. Só lia sobre assuntos que me interessavam
e só participava das atividades escolares na medida necessária
para não ser reprovado. Uma conduta que hoje percebo como imatura,
mas naquela época eu julgava que era correta, por explicitar minha
aversão à metodologia adotada pelo sistema educacional, um sistema
que prioriza memorizar e reproduzir mecanicamente informações
irrelevantes, em vez de exercitar o discernimento, o pensamento
crítico e criador.
Minha
formação é predominantemente autodidata e com muitas deficiências,
mesmo assim consigo usar esse pouco conhecimento para alcançar
alguns resultados interessantes. Sou autor de alguns trabalhos
inovadores em vários campos diferentes, alguns dos quais estão
disponíveis aqui em Sigma (veja na seleção de artigos). Alguns de meus
trabalhos foram premiados pelo IBECC, pela SBPC, pelo ETAPA, pela
revista TRIP e por outras entidades razoavelmente conhecidas,
mas até 2007 nada comparável ao meu desempenho no Xadrez
às cegas (TOP-1 histórico em mate anunciado mais longo) ou como
analista de Xadrez (TOP-10 mundial, TOP-19 mundial e TOP-26 mundial).
Em 2007 bati meu primeiro recorde mundial
em investimentos, com 79 operações (manuais)
em ouro, 91% das quais resultaram em lucro e o ganho final foi
+1041% em 4 dias. Ainda em 2007 bati outro recorde mundial, com
maior performance mensal de um sistema automático: 4740%
em 26 dias, e em 2008 mais um recorde
mundial: 1609% em 3 dias com sistema automático. Existem
algumas limitações nos brokers, quanto ao número
de lotes negociados, que impedem de atingir performances muito
maiores do que estas. Para o tipo de estratégia utilizada,
é possível estes recordes estejam perto do teto
teórico que pode ser alcançado, embora com outras
estratégias seja possível obter ganhos sensivelmente
mais elevados.
Até
2004 meus principais focos de atenção eram Psicometria e Cognição.
Nessas duas áreas, sou autor de um modelo de estrutura mental
inovador e de novas técnicas para normatização de testes, além
de algumas dezenas de aprimoramentos em técnicas usadas em TRI
e TCT.
Deixei
de participar de competições de Xadrez em março de 2000, porque
nunca cheguei a ser um competidor tão bom quanto gostaria de ser,
porque o Xadrez não me proporcionou uma recompensa monetária que
justificasse o tempo que eu dedicava ao assunto, porque na época
eu havia me estressado com acumulo de trabalho (cursos, aulas
particulares, simultâneas, comércio de material enxadrístico,
análise de boletins, competições etc.) e por motivos que não sei
dizer exatamente quais foram, mas no conjunto decidi que deveria
me afastar, e estou satisfeito com essa decisão. No primeiro momento,
foi como se tivesse removido uma montanha de sobre os ombros,
mas poucos meses depois houve um intenso sentimento de perda e
uma avassaladora vontade de voltar a jogar. Mas consegui resistir
à tentação.
Entre
2002 e 2004, minha única atividade enxadrística foi ministrar
aulas particulares ao presidente do grupo Catho, Dr. Thomas Case,
no intervalo do almoço, das 12:00h às 14:00h (ele preferia aproveitar
esse ínterim para alimentar a mente e a alma). Desde 2004 praticamente
não tive mais contato com Xadrez, exceto uma palestra na
Secretaria da Educação de minha cidade, alguns jogos
amistosos com o pessoal da cidade, um
match por e-mail com o GM Alexandr Fier, alguns jogos amistosos
com um professor da Unicamp que contratamos para desenvolver nossa
plataforma para investimentos e alguns contatos com os GMs Alexandr
Fier e Giovanni Vescovi sobre simultâneas que patrocinarei
em 2008.
Durante
meu período de afastamento, em 2004, o amigo David Udbjørg
me lisonjeou com um convite para ser tutor do campeão búlgaro
sub-14 Ivailo Enchev. Eu não sabia se estava capacitado, mas aceitei,
talvez por vaidade, mas não chegamos a começar o treinamento,
e talvez não comece, pois considerando meu afastamento
(e talvez mesmo que não estivesse afastado), provavelmente
eu teria mais a aprender com ele do que a ensinar.
Até
2005 também estive trabalhando com criação e padronização de testes
de inteligência, de personalidade e de aptidões específicas na
Casa do Psicólogo. Foi uma atividade muito divertida e gratificante,
na qual aprendi muita coisa interessante, com destaque para uma
ferramenta estatística pouco difundida no Brasil, chamada “Teoria
de Resposta ao Item” (TRI). Meu primeiro contato com TRI
foi em setembro de 2003, no grupo L’Etranger, da
Prometheus Society, numa conversa com nosso amigo Fred Vaughan,
Presidente do Comitê Psicométrico da Prometheus, Ph.D. em Psicologia
Experimental e trabalha há mais de 40 anos com testes. Ele me
falou sobre seus trabalhos de análise de item do Mega Test, mas
só comecei a conhecer um pouco melhor o assunto pelo livro de
Frank Baker “The Basics of Item Response Theory”
e pelo livro “Psicometria” de Luiz Pasquali. Creio
que os livros poderiam ter sido escritos com um pouco mais de
cuidado técnico e rigor científico, apesar disso, servem bem para
proporcionar um primeiro contato com o tema e despertar o interesse
pelo estudo da TRI. Por outro lado, estou achando a TRI propriamente
dita muito mais interessante do que eu havia julgado no primeiro
momento (em comparação a quando Vaughan me falou
sobre o assunto). Em meu artigo sobre “Pontos fracos no
vestibular da Fuvest”, exponho brevemente minha opinião
sobre esses livros e sobre a TRI. Também abordo essa questão
no "resumo
histórico sobre testes" e "nova
norma do Sigma Test". Após alguns meses de estudo
dessa ferramenta, propus cerca de uma dezena de aprimoramentos
e inovações, a maioria dos quais foram implementados
nas normas de 2005 e 2006 do Sigma Test.
Outro
lugar em que tenho conhecido várias pessoas fascinantes é Sigma
Society, pessoas de diversas culturas, de diversas partes do mundo,
com as quais tenho aprendido muito e ao mesmo tempo exercitado
a língua inglesa. Continuo arrastando com dificuldade esse idioma,
porém bem menos dificuldade do que tinha antes de Sigma existir.
Em Sigma, conheci pessoas notáveis em altruísmo e em bom-caráter,
que desenvolvem ou já desenvolveram trabalhos assistenciais ao
longo de vários anos, contribuindo para melhorar a qualidade de
vida de muitas pessoas na África, na Ásia e nas Américas. Também
conheci pessoas brilhantes, que possuem muitas distinções de altíssimo
nível em atividades intelectuais, esportivas e artísticas, e conheci
um bando de malucos vaidosos, prepotentes e egocêntricos, como
eu, com os quais é sempre agradável conversar sobre assuntos úteis
ou inúteis.
Sigma
Society foi fundada em novembro de 1999, e, como abandonei o Xadrez
em março de 2000, Sigma acabou recebendo boa parte da atenção
que antes eu dedicava ao Xadrez, tornando-se para mim uma “filha”,
que está rapidamente crescendo e se emancipando. O nome “Sigma”
é proveniente de uma letra do alfabeto grego, correspondente ao
nosso “s”' e representada por “s”
(ou “S” - maiúscula). Esse
símbolo é utilizado pelos estatísticos para representar o “desvio-padrão”
(standard deviation ou sd). Na distribuição gaussiana
que representa as porcentagens da população encontradas em cada
faixa de QI, quando é utilizada a escala Stanford-Binet, verifica-se
que o desvio-padrão é 16, por isso esta organização
tem o nome “Sigma”, para representar a quantidade
de desvios-padrão acima da média, correspondente ao escore obtido
num teste de desempenho intelectual padronizado. Sigma III é o
segmento da sociedade Sigma destinado às pessoas cujo QI esteja
situado a pelo menos 3 desvios-padrão acima da média (148), Sigma
IV é o segmento destinado às pessoas cujo QI esteja situado a
pelo menos 4 desvios-padrão acima da média (164) e assim por diante.
Se em vez de usar a escala Stanford-Binet, usássemos a escala
Cattell, com desvio-padrão 24, o QI de corte para Sigma III continuaria
sendo pelo menos 3 desvios-padrão acima da média, mas nesse caso
3 desvios-padrão acima da média corresponderiam a um QI de 172,
porque 3 x 24 + 100 = 172. O corte em Sigma IV seria 4 desvios-padrão
acima da média (196) e assim por diante. Para mais detalhes, veja
esse artigo.
Nossa
organização conta com mais de 200 membros de 40 países. Ainda
é um número pequeno para que pensemos em grandes empreendimentos,
mas já é folgadamente suficiente para que sejam dados os primeiros
passos nesse sentido.
Nossas
metas propostas na data da fundação continuam em vigor e agora
foram significativamente ampliadas. Nossa proposta atual consiste
em:
Atender
às necessidades e aos interesses de intelectuais de todas as áreas,
promovendo atividades culturais, lúdicas, educacionais, assistenciais,
esportivas, artísticas, científicas, literárias e todo gênero
de evento que contribua para elevar o espírito humano.
Investigar
problemas científicos, políticos, econômicos, educacionais e outros,
mediante debates, redação de artigos e análises diversas, sempre
com a finalidade de apresentar soluções eficientes, ou oferecer
orientação sobre assuntos de interesse geral, ou disseminar conhecimentos
que possam ser úteis às pessoas.
Ao
completar 5 anos, em novembro de 2004, pretendemos inaugurar novos
fóruns e outras novas seções, bem como implementar novidades diversas.
Já estamos mudamos para um servidor maior e com mais recursos,
as mudanças no layout já foram implementadas. Muitas
questões que estão em atraso estão sendo atualizadas e até o aniversário
esperamos que tudo esteja pronto para uma grande festa.

Desde
meados de 2005, minhas atividades se resumem a investimentos,
e desde outubro de 2006 concentro-me quase exclusivamente no desenvolvimento
de sistemas automáticos para investimentos. Atualmente
sou detentor de 6 recordes mundiais, sendo 3 deles na área
financeira: