Por quê adotamos o nome de "Sociedade Unicórnio"?
  
O unicórnio é um animal mitológico de natureza digna e pura. É uma criatura muito rara e versátil, que se apresenta em grande variedade de formas, cores e tamanhos. Alguns possuem asas, como o Pégaso, outros possuem a metade traseira do corpo em forma de peixe, como as nereidas (nota 1), outros têm cabeça de cervo. Não obstante essa diversidade, os unicórnios possuem certas características que são comuns a todos eles: 

            - O unicórnio possui um corno longo e torcido, em forma de hélice, situado no meio da testa. Essa singular protuberância córnea tem poderes especiais de cura, anula os mais perigosos venenos, purifica a água, aumenta a libido, a virilidade e a fertilidade. 
            - O unicórnio tem grande sensibilidade, é capaz de captar e interpretar as emoções, os sentimentos e os pensamentos de humanos e animais. 
            - Possui visão extraordinariamente aguda, que lhe permite enxergar o que escapa à visão de todas as outras criaturas. 
            - O unicórnio nunca come ou bebe água baixando a cabeça. Em vez disso, ele bebe água em cascatas e come frutos nos ramos das árvores, para manter a cabeça sempre erguida. Mas pode baixar a cabeça para mergulhar seu chifre em lagoas, com a finalidade de purificar a água, e também pode baixar a cabeça se for com a finalidade de ajudar humanos ou animais. 
            - A fêmea do unicórnio possui exatamente os mesmos poderes do macho, com a única diferença que, em lugar de um chifre, ela possui uma pérola rósea e macia na testa, que lhe confere um sexto sentido. Esse sentido especial lhe permite saber instantaneamente quando uma criança corre algum perigo. 
 
 
Nota 1: Na mitologia grega, as sereias eram representadas como seres com cabeça e busto de mulher e a parte inferior do corpo em forma de pássaro. Tinham voz suave e sedutora (como os pássaros) e viviam sobre os rochedos, nas proximidades das ilhas ou corais. As criaturas mitológicas com corpo metade mulher e metade peixe chamavam-se “nereidas”. Na mitologia grega, as nereidas eram as ninfas que presidiam ao mar.  
Na mitologia nórdica, as nereidas eram chamadas de “sereias”. Provavelmente a confusão que levou à cristalização da idéia incorreta de que as sereias da mitologia grega tinham corpo metade mulher e metade peixe ocorreu durante a Idade Média, e com a disseminação de livros, filmes e desenhos animados, tornou-se um “erro institucionalizado”, por assim dizer. 

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