Nossa
Proposta
Unicorn Society foi fundada em 26 de novembro de 2001 e divulgada
pela primeira vez em julho de 2002. Ao longo desses meses, as diretrizes
foram modificadas algumas vezes, até assumir a forma atual.
Inicialmente, a proposta de Unicorn Society era “salvar o mundo”,
não apenas a humanidade, mas todo o mundo. Salvar os animais,
as plantas e as condições climáticas necessárias
para a manutenção da vida orgânica tal como a
conhecemos. Enfim, nosso objetivo era assegurar a existência
de um ambiente onde a vida orgânica pudesse continuar evoluindo.
Mas salvar a vida não constitui propriamente um ideal elevado,
porque nossa história é marcada pela segregação,
pela caça predatória e pela lei do mais forte. Cada
organismo vivo tem seus interesses e suas necessidades individuais,
e coloca esses interesses e necessidades acima de tudo. Sempre foi
assim, com cada uma das espécies vivas ou extintas. Por isso
é que o ser humano representa um marco importante na evolução
da vida, porque até onde sabemos, é a primeira espécie
em que podemos encontrar autênticos exemplos de altruísmo.
Só entre humanos existem criaturas que colocam seus interesses
e necessidades individuais em segundo lugar, para dar prioridade aos
princípios morais. Sócrates, Jesus e Gandhi são
exemplos marcantes disso. Talvez, se conhecêssemos melhor a
linguagem e a história dos grandes cetáceos marinhos,
pudéssemos encontrar exemplos de altruísmo entre eles,
e quando a informática estiver suficientemente desenvolvida,
talvez seja possível construir seres inorgânicos altruístas.
Mas nossos conhecimentos atuais apontam exclusivamente exemplares
humanos como modelos de altruísmo. E são esses modelos
de virtude e virilidade moral que justificam a existência da
vida.
A vida em si é um mero acidente, e nossa vontade de preservar
a vida não passa de um desejo egoísta, por trás
do qual se oculta nosso mesquinho desejo de assegurar a propagação
de nossos genes. A vida em si não tem qualquer valor, precisamos
trabalhar para torná-la preciosa, precisamos lapidar nossa
mente e nossos sentimentos, precisamos aproveitar nossa vida para
construir algo positivo, não apenas algo que seja positivo
para nós mesmos, ou positivo para nossos descendentes, para
a humanidade, para a vida como um todo, porque nossos descendentes,
a humanidade e a vida orgânica são apenas extensões
de nosso próprio ser, e trabalhar por eles é de certo
modo trabalhar por nós mesmos. Não é esse o plano
elevado que nos conduzirá ao Bem. Em vez disso, é preciso
dedicar a vida a algo maior, é preciso trabalhar pela Harmonia
Universal, mas por falta de conhecimentos para saber como contribuir
para essa Harmonia Universal, nossa proposta é “trabalhar para
o Bem”, para salvar o Bem, para disseminar o Bem, para promover o
Bem. Quem acredita na existência de um Ser Supremo Onisciente,
pode associar nossa noção de “Bem” ou de “Harmonia Universal”
a essa Consciência Suprema. Cada religião atribui a Deus
um nome diferente e adota uma doutrina diferente, cada idioma usa
um nome diferente para Deus, cada pessoa interpreta Deus de uma maneira
personalizada, mas todos concordam em alguns pontos fundamentais.
O fato é que existe algo maior que nós e maior que nossos
sonhos, e a esse "algo" chamamos “Universo”, e somos parte desse Universo.
A vida pode ter surgido e se extinguido em muitas partes do Universo,
e talvez a única maneira da vida prosperar (desviando-se de
uma auto-destruição por guerra ou pela degradação
do meio ambiente) seja pela prática incondicional do Bem. Durante
bilhões de anos, a vida precisou evoluir com os organismos
comendo-se uns os outros, e devido a nossa condição
de seres orgânicos, nossa química continuará exigindo
isso nos bilhões de anos seguintes. Mas devemos minimizar o
rastro de sangue e destruição que deixamos para trás.
Na verdade, esse rastro não fica para trás, mas vai
se acumulando em nosso redor. O problema de dizimar biosferas vastíssimas
não é o desequilíbrio ecológico resultante
(que obviamente nos afetará), o problema é muito mais
profundo que isso. Se a vida no Universo tiver um ciclo em que floresce,
evolui e se auto-destrói, nunca será possível
chegar a estágios mais elevados de consciência, porque
a evolução sempre será amputada antes de ocorrer
o “grande salto” para o conhecimento, e de pó sempre retornaremos
ao pó. Não queremos isso! O que queremos é uma
evolução contínua para o infinito, de moléculas
simples para moléculas complexas, e destas para formas primárias
de vida, que ao longo do tempo se aprimoram, passam pelos diversos
estágios de primatas e prosseguem, não culminando nem
finalizando com o Homo sapiens sapiens, mas apenas passando por mais
essa etapa, rumo ao Bem, rumo a uma integração plena
com a Harmonia Universal, rumo a um destino que não podemos
prever, mas podemos e devemos trabalhar para que seja um destino bom.
A vida pode ter surgido em outras partes do Universo, e nós
podemos ser apenas mais um caso mal sucedido e fadado a auto-destruição.
Nesse caso, não será tão ruim, porque em alguma
parte, alguma forma de vida pode proliferar e evoluir até o
Bem. Mas não podemos contar com isso. Precisamos nós
mesmos tentar nos livrar de nossas limitações, nossos
preconceitos, nossas superstições, e nos esforçar
para que a vida da Terra, por enquanto a única que conhecemos,
evolua num caminho bom, trabalhando por ideais nobres e perpetuando
não apenas “nossa espécie”, mas “uma espécie
que prima pela generosidade, solidariedade e sabedoria”.
Para que possamos nos livrar de nossa condição selvagem,
de primatas ferozes e mesquinhos que somos, para transcender a um
plano mais elevado, temos que trabalhar nossos pensamentos e sentimentos,
temos que nos doutrinar para que sejamos capazes de renunciar aos
nossos instintos maus e em lugar deles cultivar pensamentos e sentimentos
bons, especialmente a solidariedade, a tolerância, o amor a
todos os seres vivos e, acima de tudo, o desejo sincero de promover
o Bem indiscriminadamente.
A proposta de Unicorn Society, portanto, continua sendo salvar o mundo,
mas essa salvação deve derivar da prática incondicional
do Bem, e tem um objetivo final menos regionalista e menos especializado
que apenas salvar o mundo. Nosso objetivo é promover o Bem
no Universo.
Praticar o Bem não é tão fácil, porque
além de ser muitas vezes incompatível com nossos instintos
primitivos, é necessário saber com exatidão o
que é o Bem. Em geral, toleramos melhor a morte de uma formiga
que a morte de um pai ou de um filho. Algumas pessoas até podem
ser indiferentes à morte da formiga, mas praticamente todos
sofrem muito com a perda de um ente querido, e só alguém
com sérias perturbações mentais seria indiferente
à morte do pai ou de um filho. Se num ponto extremo podemos
encontrar casos de fratricídio, no extremo oposto encontramos
pessoas que são vegetarianas porque não suportam a matança
de animais, e monges que não matam nem mesmo insetos e só
comem frutas depois que elas despencam dos ramos. Isso não
significa que um ou outro desses exemplos deva ser seguido, porque
sabemos que renunciar a determinados alimentos implica debilitação
do organismo. Também sabemos que passar longos períodos
sem comer traz conseqüências negativas para nosso corpo.
Um monge pode renunciar a muita coisa, mas se ele adoece, não
hesita em usar medicamentos que vão exterminar os microorganismos
que estão prejudicando sua saúde. Por isso, em casos
de conflito direto, sempre preferimos salvar a própria pele,
mesmo que isso resulte na morte de bilhões de outros organismos.
Há alguns séculos se poderia argumentar que os monges
não sabiam que o mel e algumas ervas são bactericidas,
e que usavam esses recursos para cuidar de ferimentos sem saber que
estavam matando bilhões de pequenos seres vivos. Mas nos dias
de hoje é certo que os monges têm consciência da
existência de vida microbiana, no entanto eles não mudaram
sua doutrina, eles sabem que antibióticos exterminam formas
microscópicas de vida, mas não evitam essas matanças.
Isso não é demagogia. Isso é instinto de sobrevivência.
Há certas coisas que sabemos serem ruins para outras criaturas,
mesmo assim optamos por causar esses males porque é mais conveniente
para nós. Isso não pode ser encarado como maldade ou
como um erro, porque se não procedêssemos dessa maneira,
rapidamente estaríamos extintos, e a vida teria que evoluir
mais alguns milhões ou bilhões de anos até surgirem
cérebros eficientes como os humanos, cérebros que permitem
que alguns seres se tornem verdadeiramente altruístas, seres
que devem determinar o futuro da vida no universo. Portanto,
temos duas coisas a fazer:
1 – Procurar compreender o que é certo.
2 – Fazer o que é certo.
Em alguns casos é muito fácil saber o que é certo
e fazer o que é certo.
Em outros casos é muito difícil saber o que é
certo, mas depois de saber fica fácil fazer.
Em outros casos é muito fácil saber, mas é muito
difícil fazer.
Em outros casos é difícil saber e difícil fazer.
Por exemplo, sabemos que em geral é ruim matar os filhos, mas
o aborto continua sendo uma prática comum em muitas culturas
ditas “civilizadas”. O aborto não difere significativamente
do hábito neanderthal de matar parte dos filhos para conter
o crescimento demográfico e assegurar que os recursos não
se tornassem insuficientes para o grupo. Tanto o aborto como o infanticídio
são erros comuns entre animais, mas são intoleráveis
entre seres que aspiram evoluir espiritualmente. É importantíssimo
analisar esses atos dentro de um contexto, em vez recriminá-los
taxativamente. O neanderthal não matava as crianças
porque queria, mas por uma necessidade extrema, bem diferente do que
faziam os nativos americanos pré-coloniais, que sacrificavam
suas crianças em rituais religiosos, ou seja, por superstição
em vez de necessidade prática. Também os abortos modernos
não são por vontade dos genitores, mas para evitar problemas
que eles supõem que decorreriam do nascimento da criança
e que eles avaliam como sendo piores que a dor que sentirão
por tirar a vida da própria prole. O que é certo ou
errado dependerá de um grande conjunto de fatores. Não
se pode simplesmente dizer que aborto ou infanticídio é
certo ou errado, nem que deve caber à mãe ou ao pai
a decisão. É preciso analisar cada caso separadamente,
com todas as particularidades importantes, para só então
ter alguma chance de saber o que é certo.
Na maioria das vezes, eu não tenho a resposta para o que é
certo ou errado. Aliás, mesmo em questões muito mais
simples do que os temas polêmicos citados acima, eu não
saberia dar uma resposta definitiva sobre o que deve ser feito. Isso
porque a vida é muito rica em complexidades e sutilezas, o
que torna quase impossível saber a verdade última sobre
a maioria das coisas. Especialmente nos casos em que só existem
duas opções (ser a favor ou contra pena de morte, a
favor ou contra aborto etc.), a tendência é de que as
opiniões oscilem para um lado e depois para o outro.
Não obstante as dificuldades de tomar decisões acertadas,
não se pode ficar eternamente sem ação. Por isso
podemos driblar essas dificuldades e encontrar um procedimento adequado,
ou pelo menos satisfatório, recorrendo a um pequeno conjunto
de diretrizes fundamentais:
1a diretriz:
disseminar o Bem.
2a diretriz:
proceder com dignidade e justiça.
3a diretriz:
assegurar a existência da vida.
4a diretriz:
assegurar a existência da humanidade.
5a diretriz:
preservar a própria vida.
6a diretriz:
atender às necessidades da humanidade.
7a diretriz:
atender às próprias necessidades individuais.
Essas diretrizes estão dispostas em ordem de prioridade. Sempre
que uma ou mais delas entrar em conflito, prevalecerá a que
estiver mais ao topo na lista. Isso não garante que a decisão
tomada seja sempre correta, mas é melhor assim do que agir
de acordo com dogmas mal fundamentados, estereótipos e preconceitos,
e também é pior do que agir sem parâmetro nenhum.
Para se associar à Unicorn High IQ Society, você precisa
ter um gesto significativo com a intenção de salvar
o mundo e disseminar o Bem. Você pode contribuir com idéias,
com trabalho, com dinheiro ou qualquer combinação dos
três. Veja entre os critérios abaixo, quais os que melhor
se aplicam ao seu caso, preencha o formulário ao final da página
e nos escreva.
Critérios
de admissão para Colaboradores:
-
Escore
acima de 132 no Sigma Teste e disponibilidade de tempo para coordenar
grupos e promover atividades assistenciais.
-
Casais
ou pessoas solteiras que tenham adotado crianças.
-
Pessoas
que já realizam algum trabalho assistencial por iniciativa
própria (com ou sem vínculo a alguma instituição).
-
Qualquer
pessoa sinceramente interessada em trabalhar regularmente para o
Bem. É necessário enviar uma carta dizendo os motivos
pelos quais deseja se associar e a maneira como pretende colaborar.
Funções
de Colaboradores:
1 - Contribuir
para colocar em prática os projetos desenvolvidos pela organização.
Critérios
de admissão para Patrocinadores:
Sócio
colaborador: pessoa que faça contribuições mensais
oferencendo 10% de sua renda. Esses depósitos devem ser feitos
em favor de qualquer entidade assistencial de sua preferência
(Unicorn Society não aceita
doações), e cópia do
comprovante de depósito deve ser enviada para
unicorn©sigmasociety.com.
Sócio
benemérito: pessoa física ou jurídica que mantenha
integralmente uma entidade assistencial.
Funções
de Patrocinadores:
1 - Custear as
despesas com a realização e a manutenção
dos projetos desenvolvidos por qualquer entidade que trabalhe para atingir
objetivos semelhantes aos nossos.
2 - Fornecer
sedes e equipamentos para que os orientadores, monitores e colaboradores
possam desenvolver suas respectivas funções.
Critérios
de admissão para Orientadores:
Membros de
Sigma Society VI
Detentor de
recorde mundial em qualquer atividade intelectual
Ganhadores
de Medalha Fields
Campeões
mundiais de Xadrez
Campeões
mundiais de Xadrez Epistolar
Ganhadores
de Prêmio Nobel
Artistas consensualmente
reconhecidos como notáveis em suas respectivas áreas (1
em 1.000.000)
Funções
de Orientadores:
1 - Desenvolver
projetos assistenciais, educacionais e científicos que atendam
às nossas diretrizes.
2 - Investigar
e oferecer soluções a problemas (sociais, ecológicos,
jurídicos, políticos, científicos, educacionais)
que estejam causando prejuízos globais ao planeta, tais como
encontrar meios para conter o crescimento demográfico, preservar
a camada de ozônio, minimizar o perigo de colisão com asteróides
rasantes, combater epidemias, promover a Paz e a Justiça. Esses
problemas devem ser discutidos em fórum aberto a todos os membros
(para leitura), e aberto para leitura e postagem a todos os orientadores
e monitores.
3 - Periodicamente
o Editor fará um relatório sobre os principais resultados
sobre os problemas discutidos no fórum e o apresentará
aos monitores. Esses relatórios oferecerão os parâmetros
para o desenvolvimento dos projetos.
4 - Identificar
problemas de âmbito global e nacional e preparar cartas a serem
enviadas às autoridades competentes, propondo soluções
para esses problemas.
Critérios
de admissão para Monitores:
Membros de
Sigma Society V
Doutores summa
cum laude em qualquer disciplina
Medalhistas
nas Olimpíadas Nacionais da Matemática (qualquer país,
qualquer ano)
Medalhistas
nas Olimpíadas Nacionais de Física (qualquer país,
qualquer ano)
Medalhistas
nas Olimpíadas Nacionais de Ciência da Computação
(qualquer país, qualquer ano)
Medalhistas
nas Olimpíadas Nacionais de Química (qualquer país,
qualquer ano)
Medalhistas
nas Olimpíadas Nacionais de Astronomia (qualquer país,
qualquer ano)
Artistas consensualmente
reconhecidos como notáveis em suas respectivas áreas (1
em 50.000)
Funções
de Monitores:
1 - Contribuir
para solucionar problemas (sociais, ecológicos, jurídicos,
políticos, científicos, educacionais) que estejam causando
prejuízos globais ao planeta, tais como encontrar meios para
conter o crescimento demográfico, preservar a camada de ozônio,
minimizar o perigo de colisão com asteróides rasantes,
combater pandemias, promover a Paz e a Justiça.
2 - Coordenar
projetos assistenciais, educacionais e científicos.
Todos os membros devem zelar pelo nome e pela integridade da organização,
contribuir para sua divulgação e para seu crescimento.
| Para
se associar, envie uma carta (datilografada ou digitada) ou e-mail
com os seguintes dados: Nome
completo:
Data
de nascimento:
Nacionalidade:
Foto
recente:
Endereço
completo:
Telefone(s):
Web site:
E-mail:
Atual
ocupação profissional:
Ocupações
profissionais anteriores que considera relevantes:
Formação
acadêmica (grau máximo atingido):
Áreas
de interesse / Hobbies:
Como
tomou conhecimento sobre Unicorn High IQ Society:
Idioma
nativo:
Outros
idiomas (indique seu grau de domínio em cada um):
Indique
o(s) critério(s) de admissão que você atende
e explique os motivos que levaram você a ter interesse
em se associar.
Quantas
horas semanais você pode e quer dedicar aos assuntos da
organização?
Fique
à vontade para nos fornecer outras informações
que considera relevantes.
Esperamos que nossa sociedade possa lhe proporcionar a gratificante
sensação de trabalhar para o Bem, que você
faça muitas boas amizades, que sua participação
seja muito proveitosa para a humanidade e para a vida. |
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