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Método
para aprimorar a acurácia na |
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Versão
original: Método para melhorar a acurácia
nas paralaxes estelares |
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A paralaxe é um método trigonométrico simples usado para calcular distâncias astronômicas há pelo menos 2150 anos e é usada para distâncias de estrelas há mais de 150 anos. Continua sendo usado em todos os observatórios do mundo (inclusive telescópios em órbita, como o Hubble) para calcular as distâncias dos objetos próximos, como estrelas situadas a menos de 5.000 anos-luz. Em 1990, a Agência Espacial Européia (ESA - http://sci.esa.int) colocou em órbita o telescópio Hipparcus, cujo nome é uma homenagem ao astrônomo grego que foi o primeiro a calcular a distância de um astro (a Lua) usando paralaxe. A finalidade da missão Hipparcus é justamente medir as distâncias das estrelas vizinhas. Embora o
método da paralaxe seja excelente, quando é usado para
a determinação das distâncias de estrelas, existe
uma maneira de obter acurácia muito superior ao “método
cru”. Para compreender melhor esse processo, convém dar
uma olhada no artigo de nosso amigo Albert Frank http://users.skynet.be/albert.frank/interpstat.htm.
Segue um resumo da idéia abordada no artigo: “Desejamos
saber se uma pessoa é portadora de uma determinada doença
e temos um teste com 99% de confiabilidade, que é usado para
determinar se uma pessoa tem a tal doença. Então escolhemos
fortuitamente uma pessoa numa população em que há
1% de infectados e aplicamos o teste nessa pessoa. O resultado é
positivo. Qual é a probabilidade de que a pessoa escolhida esteja
de fato com a doença? Os médicos quase sempre respondem
99% ou algo assim, mas a resposta certa seria 50%, porque não
se pode apenas levar em conta a probabilidade do teste produzir resultados
corretos. Além disso é necessário levar em conta
a probabilidade de que a pessoa escolhida estava infectada. A probabilidade
da pessoa não estar infectada numa população em
que 99% não estão infectados é obviamente de 99%.
A probabilidade do teste dizer que a pessoa tem a doença e a
pessoa realmente ter a doença também é de 99%.
Então são iguais as chances da pessoa estar infectada
ou não estar infectada, ou seja: meio a meio. Esses dados
sugerem que: Mas esse
não é o ponto chave. O detalhe mais interessante é
que há 25% de chances da paralaxe ser maior que 0,00114”
e isso é muito maior do que a probabilidade de uma estrela escolhida
fortuitamente ter luminosidade maior que a de Mu Cephei. Em outras palavras,
com base na medida do Hipparcus, há 50% de chances de que a verdadeira
paralaxe de Mu Cephei seja maior que 0,00062” e 50% de chances
de que seja menor que 0,00062”. Mas, com base na distribuição
estatística das estrelas em função da luminosidade,
dentro da classe espectral observada, há 5% de chances de que
uma estrela escolhida fortuitamente numa população de
supergigante M2 tenha luminosidade igual à que Mu Cephei teria
se estivesse à distância correspondente a uma paralaxe
menor que 0,00062” e há 95% de chances de que uma estrela
tenha luminosidade igual a que Mu Cephei teria se estivesse à
distância correspondente a uma paralaxe maior que 0,00062”
(estou supondo que a luminosidade bolométrica média das
estrelas M2Ia é cerca de 10.000 vezes a do sol). Logo, é
cerca de 20 vezes mais provável que a paralaxe de Mu Cephei seja
maior que 0,00062” do que a probabilidade de ser menor que 0,00062”,
então é claro que 0,00062” não é o
valor que melhor representa a paralaxe “verdadeira”. Para
determinar com mais exatidão a paralaxe mais provável
_ isto é, aquela em que haja 50% de chances do valor verdadeiro
ser maior e 50% de chances de ser menor _, é necessário
encontrar a distância na qual a probabilidade da estrela ter tal
luminosidade acima ou abaixo da média seja igual à probabilidade
da paralaxe estar tantos desvios-padrão abaixo ou acima da paralaxe
medida. |
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Apêndice
1:
Apêndice 2: A massa das estrelas é proporcional a raiz quarta da luminosidade e o tempo de “vida” de uma estrela depende da quantidade total de combustível nuclear (massa) e da quantidade de combustível consumido por unidade de tempo (luminosidade). Então se a massa de uma estrela for 10 vezes maior que a massa do Sol, a luminosidade dessa estrela será 10.000 vezes maior que a do sol e a expectativa de vida será 1.000 vezes menor que a Sol, pois terá 10 vezes mais combustível, porém consumirá esse combustível a um ritmo 10.000 vezes mais rápido. Se a expectativa de vida é 1.000 vezes menor, então deve ser 1.000 vezes mais rara. Claro que não é tão simples, porque as estrelas são “recicladas” depois de “morrer” e isso altera as probabilidades. Além disso, nem toda a massa da estrela é usada como combustível, portanto a proporção entre a massa total e a quantidade total de combustível nunca é perfeita. Mas, grosseiramente, a abundância relativa de estrelas com luminosidade L é inversamente proporcional a L^0.75. |
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