Novidades sobre o Saturno

 

Está em andamento uma extensa e detalhada pesquisa sobre as condições para criação de um fundo de investimentos. Até o presente momento, já pesquisamos algumas possibilidades na Suíça, nas Antilhas Holandesas, Ilhas Caimans, Ilhas Virgens Britânicas, Delaware, Zona Franca de Montevidéu, Nassau e Hong Kong. A alternativa que mais tem despertado nossa atenção é a sugestão de Wanderson Lage, em Gibraltar, que, além das vantagens tributárias, é o único lugar na Europa com isenção no VAT. Nosso amigo e cotista Edmundo já teve algumas conversas por telefone e uma reunião ao vivo com o proprietário e presidente da InvestorEurope, em Gibraltar, para verificar detalhes sobre o assunto. Nossos amigos e cotistas Romolo e Eduardo também estão investigando outras possibilidades além de Gibraltar. Com isso se consegue incrementar sensivelmente os ganhos, tudo perfeitamente dentro da Lei, a exemplo de George Soros, cuja fortuna seria cerca de 12 vezes menor, se ele não tivesse colocado seu fundo num paraíso fiscal. Tão logo nosso fundo esteja em atividade, começaremos a aceitar investidores. As condições serão descritas detalhadamente no estatuto, e possivelmente serão dois fundos: um para cotistas e outro aberto a todos os interessados. Um breve resumo é apresentado a seguir (sujeito a alterações até a abertura do fundo):

Update 24/10/2008: devido às altas performances, com consistência e risco relativamente baixo, modificamos as condições para cotistas e não-cotistas que aplicarem a partir de 24/10/2008. Em vez de receberem 90% (cotistas) ou 80% (não-cotistas) de tudo que exceder o CDI, a partir de agora fica estabelecido que o que exceder o CDI e também exceder o fundo que tiver maior performance média mensal nos últimos 36 meses será dividido meio a meio com cotistas e 35% a 65% com não-cotistas. O motivo desta mudança é que nossas performances preliminares estão muito acima dos melhores fundos, e a parte que nos é destinada, se for apenas 10% do que exceder o CDI, não nos parece justo, já que mesmo após esta mudança, o investidor terá nítida vantagem em comparação a outros fundos, sendo assim, consideramos equidoso que uma parte maior dessa vantagem seja compartilhada com os propritários do sistema. Exemplo de cálculo no final desse artigo.

Aprimoramentos:

Várias novas pequenas alterações tornam o Saturno mais seguro. O uso de três Stop Loss, sendo um o Stop normal e dois de segurança, colocados alguns pips depois do Stop normal, garantem que no caso de haver algum atraso no broker ou em alguma etapa de transmissão da ordem, ela seja executada logo em seguida. O mesmo para Take Profit e outros critérios de abertura e fechamento. Isso além do slippage, que apresenta algumas limitações e por isso estas medidas complementares são necessárias. Estas alterações foram feitas após um alerta recebido de Dave Manoukian, da Avail Trading Corp. (ATC) sobre algumas falhas que podem ocorrer na execução de operações. Embora o Forex tenha muito mais liquidez do que outras bolsas, nas corretoras ECN, que atuam no mercado real, ou seja, as ordens não são compensadas internamente, os atrasos na execução de operações podem ser sensíveis em alguns horários.

 

Contas de teste com Saturno V 3.0 (versões posteriores a 3.01 estão disponíveis para uso exclusivo de cotistas):

A partir de 20/10/2008, liberaremos senha de acesso por uma semana, a fim de acompanhamento do Saturno V 3.0, para quem estava à espera de usar o Saturno V 2.6 em contas reais. Continua aberta a possibilidade de uso do Saturno 2.6 tão logo algum broker atenda as condições necessárias para sua fucionalidade plena.

 

Condições para uso do Saturno V 3.0 em contas reais (versões posteriores a 3.01 estão disponíveis para uso exclusivo de cotistas):

1a) Quem pagou taxa para usar o Saturno 2.6, receberá 100% da rentabilidade até recuperar integralmente a taxa. A partir daí, receberá 100% da rentabilidade que for abaixo do CDI e 90% da rentabilidade que superar o CDI durante os primeiros dois meses. A partir do terceiro mês, receberá 80% da rentabilidade que exceder o CDI até alcançar o fundo de maior performance média nos 36 meses anteriores. O que exceder a média mensal do fundo mais rentável dos últimos 36 meses é dividido meio a meio. Se algum mês ficar negativo, receberá 100% da rentabilidade até alcançar o mesmo nível do último mês positivo, e só depois voltará a receber 80% do que exceder o CDI.

1b) Para quem já recuperou parte ou a totalidade da taxa nos testes com o Saturno 2.6, aplica-se critério análogo ao 1a, até recuperar o valor restante (se houver) e, a partir daí, receberá 90% da rentabilidade que exceder o CDI nos dois primeiros meses e 80% do que exceder o CDI a partir do terceiro mês até alcançar o fundo de maior performance média nos 36 meses anteriores. O que exceder a média mensal do fundo mais rentável dos últimos 36 meses é dividido 35% para o investidor e 65% para os proprietários do sistema. Se algum mês ficar negativo, receberá 100% da rentabilidade até alcançar o mesmo nível do último mês positivo, e só depois voltará a receber 80% do que exceder o CDI.

2) Condições para cotistas atuais: cotistas interessados em investir capital próprio, receberão 100% da rentabilidade que for abaixo do CDI e 90% da rentabilidade que superar o CDI. Opcionalmente, podem escolher as condições que constam no contrato. Após feita a escolha, o contrato será modificado, se for o caso, e passarão a vigorar exclusivamente as condições definidas no contrato atualizado. Se algum mês ficar negativo, receberá 100% da rentabilidade até alcançar o mesmo nível do último mês positivo, e só depois voltará a receber 90% do que exceder o CDI e 50% do que exceder a média mensal do fundo mais rentável dos últimos 36 meses.

3) Novos cotistas: para cotistas a partir de 20/10/2008, interessados em investir capital próprio, receberão 100% da rentabilidade que for abaixo do CDI e 90% da rentabilidade que superar o CDI. Opcionalmente, podem escolher trocar o CDI por Ibov ou DJI (como consta nos contratos antigos); nestes casos, se o Ibov ou DJI estiver negativo, será necessário pagar taxa de performance mesmo que houver 0 de lucro. O fato é que o uso de Ibov em lugar do CDI como parâmetro para medir perfomance causa a ilusão de que ter o Ibov como benchmark é mais vantajoso, quando na verdade é apenas mais volátil. O gráfico a seguir, por exemplo, mostra a evolução da Vale5 e do Ibov:

Quem começou a investir em 2001, praticando Buy & Hold (compra e segura), e montou uma carteira exclusivamente com Vale5, chegou a ficar quase 900% positivo em 2007, porém agora está pouco mais de 100% positivo. Quem comprou o índice e segurou, teve um pico muito menor que +900%, de "apenas" +300%, mas no final do período teve quase mesma performance de pouco mais de +100%. Quem entrou em 2001, durante algum tempo (em 2007) quem aplicou na Vale5 teve grande vantagem, por outro lado, quem começou a investir na Vale5 em 2007, em vez de 2001, teve uma tremenda desvantagem. Isso porque a volatilidade da Vale foi muito maior que a do Ibov, não porque ela de fato cresceu mais. Em média, ao longo de vários anos, o crescimento é quase o mesmo, e quem começou no momento "errado" na Vale ficou muito mais negativo do que quem entrou no Ibov no momento errado. Agora vejamos quem investiu em renda fixa: quem conseguiu a modesta rentabilidade de 10% ao ano em RF, acumulou 133% de 2001 até agora. Quem conseguiu taxas melhores, de 14,5% ao ano, por exemplo, que são oferecidas pelos melhores fundos de renda fixa para longo prazo, teve rentabilidade de 232% entre 2001 e agora. O gráfico abaixo mostra uma comparação entre renda fixa e bovespa num período de 10 anos:

Gráfico extraído deste artigo: http://br.geocities.com/sergiorn/rentvola.htm e citado aqui http://www.sigmasociety.com/quanto.htm

Isso mostra que é ilusório pensar que investir em ações, sem um sistema comprovadamente eficiente, poderia render mais do que aplicar em renda fixa. Simplesmente comprar e segurar ações fica acima da RF enquanto o índice estiver subindo, mas cai abaixo da RF, muito abaixo, quando o índice cai. E as quedas implicam movimentos mais devastadores do que os ganhos, porque perder 20% requer um ganho de 25% para voltar ao valor anterior. Perder 50% requer um ganho de 100% para voltar ao valor anterior (veja também http://www.sigmasociety.com/sharpe.htm). E assim por diante, sendo maior a diferença se tanto maior for a volatilidade.

Tendo em consideração estes fatos, parece-me que é mais justo e seguro que o parâmetro seja a CDI. Acredito que a CVM deveria considerar os fatos expostos acima e revisar os critérios que estabeleceram quanto ao uso de Ibov como referência para fundos de ações. Acredito que a intenção da CVM tenha sido proteger o investidor, porém não levaram em conta que em períodos de queda o investidor levaria grande desvantagem.

Exemplos de cálculo:

1) Um cotista aplica R$ 100.000,00. Rende +9.41% no primeiro mês, sendo 1% destinado integralmente ao investidor devido ao CDI, isto é, R$ 1.000,00. Digamos que o fundo com maior performance média mensal nos últimos 36 meses tenha sido o fundo Sparta, com +5,31%. Então o investidor recebe 90% da rentabilidade que excedeu 1% e ficou abaixo de 5,31%, isto é 0,9 x 4,31% = 3,879% = R$ 3.879,00. E recebe também 50% do que ficar acima dos 5,31%, isto é, metade de 4,4% = R$ 2.200,00, ficando, ao todo, com R$ 7.079,00 ou 7,079%.

2) Um não-cotista aplica R$ 1.000.000,00 (= valor mínimo para não-cotistas). Rende +4.94% no primeiro mês, sendo 1% destinado integralmente ao investidor devido ao CDI, isto é, R$ 10.000,00. Digamos que o fundo com maior performance média mensal nos últimos 36 meses tenha sido o fundo Sparta, como no primeiro caso, com +5,31%. Então o investidor recebe 90% da rentabilidade que excedeu 1% e ficou abaixo de 5,31%, isto é 0,9 x 3,94% = 3,546% = R$ 3.546,00. Como não excedeu o fundo de maior performance, o cálculo termina por aqui e totaliza R$ 4.546,00. Se houvesse algum excesso, seria multiplicado por 0,35 e somado ao total.

 

Estabelecemos alguns critérios para aceitar novos cotistas:

1) Ao solicitar informações em nosso formulário, por gentileza, coloque em sua mensagem seu nome completo, endereço e dados para contato.

2) Para ser elegível como cotista, é necessário declarar a proveniência de seus rendimentos e se comprometer, no contrato, a doar parte de seus ganhos a obras assistenciais a entidades de sua livre escolha. A doação mínima deve ser 10% de seus rendimentos líqüidos. A entidade deve ser comprovadamente idônea e, preferencialmente, não pode ter relação direta com negócios do investidor.

3) Para receber senha de acesso a contas reais de teste, é necessário informar seu CPF e comparecer pessoalmente para assinar um contrato de sigilo sobre as informações a que terá acesso.

Clique aqui para saber mais.