Cotas e contas: um novo plano a partir de novembro


Seguindo o exemplo de nosso amigo Alexandre Lerch Franco, professor de Finanças e doutorando em Economia pela UFRGS, um de nossos cotistas mais ativos, a partir de novembro ofereceremos um plano misto de aquisição cotas + aplicação em conta de teste.

Um dos motivos é que nosso cliente, T. R., após quase um mês de hesitação entre adquirir cotas ou investir numa conta de teste, acabou optando por aplicar na Bovespa, por conta própria, e perdeu cerca de 50% de seu capital. Depois de sua dolorosa aventura, agora retornou, decidido a investir no Saturno.

O caso de T. R. não é raro. Ao contrário, ele é um exemplo típico. Essa situação é descrita no excelente livro “Piense como un Gran Maestro”, de Alexander Kotov. Kotov foi um dos 5 melhores jogadores de Xadrez do mundo, em 1952 (de acordo com o rating de Chessmetrics). O trecho em que Kotov descreve esta situação é este (páginas 15 e 16, clique nas imagens para ampliar):

Versão inglesa (veja abaixo em espanhol e português, se preferir):

 

Versão em espanhol do texto acima:

¿Sabe usted analizar?

Recientemente fui invitado a una ceremonia de clausura de un Torneo por equipos en el que jugaban candidatos a maestro y jugadores de primera categoría. Yo le pregunté a mi auditorio sobre que les gustaría que les hablara y fui abrumado a preguntas. Algunos me pedían que les mostrará alguna combinación interesante, otros necesitaban saber cómo jugar la Defensa Siciliana correctamente con las negras.

"¿Pero saben ustedes como analizar variantes?", pregunté a mis oyentes, y sin darles tiempo a contestar proseguí: "Yo les enseñaré cómo analizan variantes, y si me equivoco, entonces deténganme. Vamos a suponer que en un determinado momento de su partida pueden elegir entre dos jugadas: Td1 y Cg5. ¿Cuál jugarían? Ustedes se acomodan confortablemente en su silla y comienzan sus análisis silenciosamente, diciéndose a si mismos las posibles jugadas: "puedo jugar Td1 y él probablemente jugará Ab7, o tomará mi peón a, que ahora esta indefenso. ¿Cuál entonces? ¿Me gusta esa posición? Van una jugada más allá en sus análisis y entonces se les pone cara larga. La jugada de la Torre ya no les interesa. Por lo tanto, consideran la jugada del Caballo - ¿Qué pasa si hago Cg5? El puede echarlo con h6, yo juego Ce4, él lo captura con su alfil, yo vuelvo a capturar y él ataca mi dama con su torre. Eso no parece muy preciso... Así que la jugada del Caballo no es buena. Hay que ver otra vez la jugada de la Torre. Si el juega Ab7 yo puedo contestar f3, pero ¿qué ocurre si él captura mi peón a? ¿Qué puedo jugar entonces? No, la jugada de la Torre no es buena. Debo considerar la jugada del caballo otra vez. Por lo tanto; Cg5,h6,Ce4, Axe4, Dxe4, Td4; ¡No es buena! Así que no debo mover el caballo. Hay que intentar la jugada de la torre otra vez. Td1, Dxa3. En este momento, ustedes echan una mirada al reloj. ¡Dios mio, ya llevo treinta minutos pensando si mover la Torre o el caballo. Si ocurre así, ustedes están realmente apurados de tiempo. Y entonces, de repente, se les ocurre la feliz idea. "Por qué mover la Torre o el Caballo? ¿Qué ocurre con Ab1? Y sin ninguna otra dificultad, sin ningún análisis, ustedes mueven el Alfil. Exactamente como antes, sólo que sin considerarlo".

Mis palabras fueron interrumpidas por los aplausos. El público reía, tan exacta fue mi descripción de sus desgracias y tribulaciones. Cuando les revelé que estaba escribiendo un libro para explicar todo lo que yo sabía sobre los análisis, basado en lo que había aprendido de otros grandes maestros y en lo que había descubierto por mi mismo, fui premiado otra vez con aplausos.


Você sabe como analisar?

Recentemente, eu fui convidado para o encerramento de um torneio de times no qual ambos os jogadores candidatos a mestre e a primeira-categoria estavam jogando. Eu perguntei à minha audiência sobre o que eles gostariam, então, de conversar e eu fui inundado com pedidos. Alguns jogadores me pediram para demonstração uma combinação interessante, enquanto outros queriam saber como jogar a Defesa Siciliana corretamente com as Pretas.
“Mas vocês sabem como analisar variantes?”, eu perguntei aos meus ouvintes, e, sem lhes dar tempo para responder, continuei, “Eu vou lhes mostrar como analisar variantes e, se eu estiver errado, me interrompam. Vamos supor que, em algum ponto do seu jogo, você tem a escolha entre duas jogadas, Td1 ou Cg5. Qual você deveria jogar? Você se acomoda confortavelmente na sua cadeira e começa sua análise dizendo silenciosamente a si mesmo as jogadas possíveis. 'OK, eu poderia jogar Td1e então ele iria provavelmente jogar ...Bb7, ou ele poderia capturar o meu peão-A, que agora é indefeso. E então? Eu gosto do aspecto da posição então?' Você vai um movimento adiante na sua análise e então você parece preocupado – a jogada da Torre não mais lhe atrai. Então você olha para a jogada do cavalo. 'E se eu fizer Cg5? Ele poderia forçá-lo a afastar-se com ...h6, eu faço Ce4, ele o captura com seu bispo. Eu recapturo, e ele ataca minha rainha com sua torre. Isto não parece muito bom... então a jogada do cavalo não serve. Vamos olhar novamente para a jogada da torre. Se ele jogar ...Bb7, eu posso responder f3, mas e se ele capturar meu peão-A. O que eu posso jogar então? Não, a jogada da torre não serve. Eu preciso verificar novamente a jogada do cavalo. Então, Cg5, h6; Ce4, Bxe4; Rxe4, Td4. Não serve! Logo, eu não devo mover o cavalo. Tente o movimento da torre novamente. Td1, Rxa2.' Neste momento, você olha rapidamente para o relógio. 'Meu Deus! Já se foram 30 minutos pensando sobre mover a torre ou o cavalo.' Se continuar desse jeito, você realmente estará em apuros com o tempo. E, então, abruptamente, você é acometido pela feliz idéia – por que mover torre ou cavalo? 'E quanto a Bb1?' E, sem mais adendos, sem análise alguma, você move o bispo, simplesmente, sem quase consideração alguma.”
Minhas palavras foram interrompidas por aplausos. A platéia riu já que a minha descrição de seus julgamentos e tribulações era tão precisa.
Quando eu revelei que estava escrevendo um livro para contar tudo que eu sabia sobre análise baseado no que eu havia aprendido com outros grandes-mestres e no que eu havia aprendido por mim mesmo, eu fui recompensado novamente com aplausos. Assim, eu me dei conta que jogadores, até em níveis mais elevados, necessitam tal guia. Então eu disse brincando: “Botvinnik está trabalhando arduamente em tentar fazer um computador jogar Xadrez tão bem quanto um ser humano, então deixe-me ensinar seres humanos a analisar com a precisão de uma máquina.”
O exemplo que eu descrevi de um pensamento incorreto, não-sistemático é bem comum até com jogadores de habilidade real e altos níveis. Eles abandonam de repente suas análises e fazem um movimento que eles nem sequer examinaram propriamente. Vamos considerar um caso sobre isso.
O ataque das Brancas no lado do rei parece bastante ameaçador e, naturalmente, o mestre que era as Brancas tentou encontrar um meio concreto de estilhaçar o rei inimigo, ou de conseguir alguma vantagem decisiva. Não é muito difícil de enxergar que esta linha concreta deve envolver algum sacrifício.
“Eu tenho que sacrificar”, o mestre disse a si mesmo. “Mas qual peça? Há inúmeras possibilidades: 26 Bxh6, 26 Cxg6 ou 26 Cg4 seguido por 27 Cxh6+. Qual então? Vamos analisar 26 Cxg6 Bxg3 27 hxg3 fxg6 28 Txe6 gxh5 29 Txf6+ Rh7. A troca do peão-D fraco, bispo Preto está forte. Não, não é isso. E se 26 Bxh6? Vamos dar uma olhada. 26...gxh6 27 Dxh6 Bxe5 28 Txe5 Dg7 29 De3 (29 Txg6 Dxg6!) 29...Bd5 e aqui as Brancas não tem nada concreto.
“Possivelmente 26 Cg4 é mais forte? Para onde vai a rainha preta? f5 é ruim por causa de 27 Cxh6+ gxh6 28 Dxf5 exf5 29 Txg6+ Rh7 30 Txh6+ Rg7 31 Th4. Com dois peões a mais, as Brancas estão claramente melhor. Nem 26...Dxd4 o salva, já que então 27 Cxh6+ gxh6 28 Txe6! e o rei preto não pode ser defendido.
“Então 26 Cg4 é bom? Mas e se 26...Dh4? Daí 27 Cxh6+ Rf8!. Não, as Brancam não podem permitir isso; as rainhas foram trocadas e todas as suas peças estão en prise. Assim, Cg4 não funciona. Vamos olhar para as outras capturas em h6 e g6 novamente.”
E, mais uma vez, seus pensamentos residiram nas várias ramificações desses dois movimentos, e, novamente, as posições resultantes não agradam ao mestre. Mais uma vez, ele volta a considerar 26 Cg4 e, novamente, ele não encontra a vitória ali. Quantas vezes ele pulou de uma variante para a outra, quão frequentemente sobre esta ou aquela tentativa de vitória, apenas ele pode dizer. Mas agora os problemas com o tempo vêm assombrando-o, e o mestre decide “realizar um movimento seguro” que não necessita de nenhuma análise real: 26 Bc3. Ai de mim, este era quase que a pior jogada que ele poderia ter feito. As Pretas responderam com o decisivo 26...Cf4 e, após 27 Dg4 h5 28 Dd1 h4, as Brancas são forçadas a desistir. Note que incidentemente as Brancas estavam erradas em rejeitar 26 Cg4. Depois de 26...Dh4 27 Cxh6+ Rf8 28 Dxh4 Cxh4 29 Cxf7 Rxf7 30 Bxe6+ Rf8 31 Tg4 Cxg2 32 Bb4+ Bd6 33 Bxd6+ Txd6 34 Bxc8 Cxel 35 Bxb7, as Brancas ganhariam.
Você consegue se lembrar de casos que isso tenha acontecido com você em uma partida de torneio? Sem dúvida que você consegue! Então vamos discutir sobre como aprender a pensar sobre possíveis jogadas com a maior eficiência.

 

Os três livros de Kotov: “Piense como un Gran Maestro”, “Entrene como un Gran Maestro” e “Juegue como un Gran Maestro” estão entre os melhores livros didáticos já escritos, não apenas sobre Xadrez, mas entre todos os temas, e contribuíram para a formação de 2 ou 3 gerações de grandes jogadores. O que Kotov descreve nesse pequeno trecho se aplica a todas as áreas, e ele conseguiu, com estas poucas palavras, descrever a essência do processo cognitivo, durante um processo decisório qualquer, que induz a muitos erros (vícios cognitivos). A pessoa dispensa tanto tempo e energia à análise de uma situação dicotômica, que no final, cansada de analisar, acaba optando por uma terceira opção, geralmente pior e escolhida com base numa avaliação muito superficial, simplesmente para escapar da situação de estresse da escolha em que não estava fácil decidir o que fazer.

No livro “Magos do Mercado”, Ed. Seykota, pioneiro mundial no uso de sistemas automáticos de investimento, também comenta que todas as pessoas conseguem o que querem, e muitas não querem ganhar no Mercado; querem apenas se divertir perdendo dinheiro na Bolsa, assim como outras gostam de perder em cassinos ou no bingo. Elas não jogam para ganhar. Jogam para se divertir, e atingem o objetivo de se divertir. Certa vez eu disse a minha prima que ela não deveria jogar bingo, porque não havia chance de ganhar a longo prazo, já que apenas 30% da arrecadação era revertida em prêmios. E ela me respondeu: “Mas eu não jogo bingo com o objetivo de ganhar dinheiro. Para ganhar dinheiro eu trabalho. Eu jogo bingo para me divertir.” Então compreendi que eu estava errado ao pensar que ela estaria errada, pois eu estava supondo que ela jogava com o objetivo que, se fosso tangível, eu me levaria a ter interesse em jogar. Também Jesse Livermore, o maior trader da história, falou sobre o mesmo assunto, quando perguntaram a ele: “Mas você não acha tedioso ficar o dia todo acompanhando as cotações, algumas vezes sem executar nenhuma operação? Isso não o aborrece”. E Livermore respondeu: “Mas eu não opero no mercado para me divertir. Faço isso para ganhar dinheiro”.

Há pessoas que entram no mercado para ganhar, outras entram para se divertir. E, por mais estranho que possa parecer, algumas entram para perder, para se martirizar, porque sentem necessidade de receber atenção e com isso acham que conseguem a atenção que gostariam. Seykota comenta inclusive sobre uma mulher com câncer, e que o médico desconfiou que ela talvez tivesse criado um vínculo emocional com a doença e não quisesse ser curada, porque gostava de usar a doença para chamar a atenção. Então o médico decidiu fazer um teste dizendo a ela que havia um tratamento que poderia curá-la. Pois bem, todas as vezes que ele tentou iniciar o tratamento, ela apresentou alguma desculpa para evitar, corroborando a tese de que ela realmente não queria ser curada, ela gostava daquela situação. Assim é com muitas pessoas no Mercado, e não fosse por elas, os vencedores teriam um trabalho muito mais duro digladiando-se entre si, para disputar cada centavo.

Foi nessa acepção que Seykota afirmou que as pessoas conseguem aquilo que querem, mas discordo um pouco dele, porque algumas não sabem o que realmente querem. No fundo, todas querem o que é melhor para elas, mas muitas não sabem o que é realmente o melhor. Quando uma pessoa joga Xadrez, ela quer fazer os melhores lances, mas raramente consegue. A vida é muito mais complexa que o Xadrez, portanto muito mais difícil de se tomar as melhores decisões. Por outro lado, os competidores na vida são, em média, muito mais fracos que a média dos bons jogadores de Xadrez, e para superá-los não é necessário tomar as melhores decisões, basta acertar mais do que os concorrentes. Ainda assim não é fácil, porque o dinheiro perdido pelas massas é acirradamente disputado pelas minorias vencedoras. Ficar fora do grupo das massas que perdem já constitui uma decisão importante, e entrar no grupo mais promissor representa um passo decisivo para o sucesso. Mas identificar grupos realmente promissores no início, antes de se tornarem sucessos retumbantes, não é fácil. Depois que o sucesso já foi alcançado, é fácil, porém não é lucrativo. Quem comprou ações da Coca-Cola junto com Buffett ficou rico, mas quem comprou em 1997 ou 98 está ainda no prejuízo. Quem comprou Microsoft em 1986 ficou muito rico, mas quem comprou em 1999, quando estava no apogeu, está com mais de 50% de prejuízo. O Yahoo deixou de comprar o Google por mísero 1 milhão de dólares, e agora o Google é maior que o Yahoo e a marca mais valiosa do mundo.

Um amigo me enviou esta pergunta antes de adquirir suas cotas:

Outra coisa: espero estar errado e torço pra isso. Nos tempos atuais os melhores fundos ja são automaticos e dizem que 20 a 30% do mercado fazem parte desses fundos, ou seja, é um mercado que realmente ja existe e tem gente boa e muita grana rolando pra aprimorar softwares TS das instituicoes financeiras. Muitos usam as melhores plataformas, as melhores mentes, tentam estimar o futuro atraves de indicadores (inteligencia artificial), fazem interrelacao de pares afins. ex: petrobras3, petr4, petroleo, dolar para refinar compras e vendas, tem dinheiro para impor estrategias. Ou seja, o que nos desenvolvemos, principalmente o que vc desenvolveu tem o seu valor e muito, pra se efetuar transacoes para um pessoa fisica unica por exemplo acho que é fantastico, agora será que conseguiriamos transformar um TS em um software de ponta no mercado financeiro?, a estrategia das m moveis é super interessante mas sera o suficiente para um mercado tão mutável? E daqui a 3 anos será que as medias como usamos ainda serao funcionais? Sei que filmes independentes tb fazem sucesso, mas será que TS independente tb pode fazer? Gostaria muito que fizesse. Gostaria que fizesse algumas consideraçoes sobre isso por favor, sobre como vc enxerga , sua visão com pe no chao sobre o mercado e o TS hoje, as perspectivas e o porque seriamos capazes de passar por cima de todo o sistema financeiro com seu dinheiro e mentes diplomadas em ciencia da computacao, economia, estatistica e etc e colocarmos o Saturno com o TOP do mercado. vlw

 

E minha resposta (num contexto diferente, porém foram estas as palavras) foi:



Você diz que há muitos fundos geridos por ATS, porém creio que poucos, talvez nenhum, tenha boa qualidade. Entre os 20 melhores softwares de Xadrez do mundo, TODOS foram concebidos por 1 programador, não por uma grande equipe. Alguns programadores passaram a ter equipes depois de ganharem algum dinheiro com seus programas, mas eles continuam fazendo praticamente toda a parte heurística e, no máximo, consultam algum Grande Mestre de Xadrez para agregar novos critérios à estratégia. Em 1995 o Star Socrates, desenvolvido pelo MIT, com 1824 co-processadores ( http://www.cs.umbc.edu/conferences/mtd95/mm_match/ , http://www.cs.unimaas.nl/ICCA/WCCC8/participant.html , http://www.cs.unimaas.nl/ICCA/WCCC8/latest.html ), participou do campeonato mundial de computadores de Xadrez, mas o campeão foi o Fritz 3.06 rodando num simples Pentium 90MHz e desenvolvido por um programador sozinho (Frans Morsch). Isso não foi uma exceção, e programas como Hiarcs, Junior, Chess Genius, Nimzo, Shredder, Tiger, Rebel etc., desenvolvidos por uma pessoa só, suplantaram supermáquinas ("super" em quantidade de processadores e quantidade de integrantes nas equipes que os construiu) como Deep Blue, Deep Tought, Star Socrates, Ferret, Kaissa etc. Entre as competições de computadores desde a década de 1970, sempre houve mainframes com programas feitos por grandes equipes participando, e equipes muito bem qualificadas, da IBM, AT&T, MIT, etc., e na maioria das vezes foram os PCs simples com programas feitos por um entusiasta independente que venceu a competição. As grandes equipes geralmente são contratadas por uma empresa, são assalariados cujo objetivo é prestar contas ao patrão, ao contrário dos autônomos que estão diretamente interessados no sucesso do que fazem, e precisam fazer o melhor possível, não apenas dar satisfações ao patrão, mas sim fazer algo que realmente funciona. Para construir um prédio ou carregar sacos de batata, acho que uma equipe produz mais que uma pessoa. Mas quando se trata de criação intelectual, não acho que 1000 pessoas juntas pintariam melhor que um Picasso ou demonstrariam o Último Teorema de Fermat "melhor" que Wiles. A analogia que fiz não se aplica exatamente, mas é razoavelmente correta. Mas mesmo que não fosse esse o caso (e eu até preferiria que não fosse, porque os méritos seriam maiores depois de superar os desafios), eu estou habituado a disputas em condições desiguais e me sinto confortável e estimulado por saber que há muitas pessoas com muito mais recursos e, apesar disso, com resultados abaixo dos meus. Isso indica que quando eu tiver condições melhores, o spread em relação a eles vai aumentar.


O perfil médio dos cotistas do Saturno é extremamente elitizado intelectualmente. Destacam-se pela criatividade, pensamento lógico, feeling para negócios e refinado discernimento. Mais da metade dos cotistas é constituída por engenheiros. A média aritmética do QI dos cotistas que foram examinados com testes normatizados é 161 (4 cotistas com QI avaliado em testes normatizados). Seguem dados sobre alguns cotistas:

A.L.F., professor de universitário finanças, palestrante sobre investimentos, consultor, residente no RS.

D.U., primeiro arquiteto da Dinamarca (não sei se ele falou sério quando disse isso), autor de vários trabalhos assistenciais na África, integrante de várias sociedades de elevado QI, chefe de uma tribo em Gana(!).

E.B., um dos maiores escores no Power Test (um dos testes de QI mais difíceis que existe) e autor de uma das melhores respostas ao Sigma Desafio da Esfera, participou na construção e projeto de vários edifícios com mais de 100 andares, residente no RS.

E.F., autor de um método para ganhar em cassinos, engenheiro, residente em Portugal.

E.N., forte jogador postal de Xadrez, atualmente residente no Japão.

M.C.F., notável artista digital, compositora, fluente em 5 idiomas, graduada summa cum laude em Letras, integrante de dezenas de sociedades de elevado QI, residente na Austrália.

P.R., campeão em diversas competições de investimentos, com mais de 15 anos de experiência no Mercado Financeiro.

R.D., quinto colocado no ranking brasileiro de Magic The Gathering, um jogo de estratégia muito complexo, talvez equivalente ao Xadrez, quase graduado summa cum laude (não o foi por motivos de saúde). Muito amavelmente me hospedou durante os 18 dias que passei em Porto Alegre, na reunião com os cotistas do Sul.

R.P.G., fundador da comunidade Pai Rico Pai Pobre (sem MMN), com mais de 4000 participantes, engenheiro, residente em Florianópolis.

V.B.S., empresário, residente em SP.


Conforme disse nosso amigo Wanderson Lage, o Saturno é um projeto como o Google (veja aqui o depoimento de Wanderson e outros: http://www.sigmasociety.com/novos_depos.htm). Na verdade, o Saturno tem muito mais possibilidades do que o Google, porque com ele podemos atuar em muitos mercados diferentes, comprando e vendendo rapidamente divisas, commodities, índices, ações etc., enquanto os proprietários do Google não teriam como se desfazer da empresa nos momentos de queda e comprá-la de volta quando voltasse a subir. Enfim, é um negócio para poucos e bons, que são capazes de enxergar e farejar possibilidades onde a maioria não consegue perceber nada, e assim como todo gigantesco empreendimento, ainda pequeno, só quem ingressa no início é que consegue desfrutar a maior parte dos benefícios, crescendo junto. O prêmio pela coragem e perspicácia é para poucos. Pessoas de visão estreita, compram blue chips e ganham, em média, 10% ao ano, se tiverem disciplina para segurar durante 50 anos, caso contrário podem ficar negativas, como quem entrou na Vale ou na Petro em 2007. Pessoas de visão ampla e aguda entram nas que serão as futuras blue chips. Se a pessoa souber escolher bem onde coloca seu dinheiro, consegue conciliar altíssima rentabilidade com baixíssimo risco.

As opções de investimento que oferecemos com o Saturno são a aquisição de cotas ou o investimento em contas de teste. Para pessoas empreendedoras, considero o investimento em cotas mais apropriado, porque a aplicação em contas de teste é um processo passivo, enquanto a compra de cotas implica participação ativa como sócio. Para pessoas que não disponham de tempo ou não tenham interesse em participar ativamente, a aplicação em contas de teste pode ser mais atraente, pois consiste apenas em aplicar e aguardar. No caso de Alexandre Franco, aplicou metade em cotas e metade numa conta de teste. E esta alternativa talvez seja atraente a muitas outras pessoas, por isso é que a partir de novembro teremos um plano misto com características especiais: ao adquirir 0,1% de cotas por R$ 90.000,00, parte deste valor (R$ 40.000,00) é destinado a uma conta de teste de propriedade conjunta, meio a meio. Com esta nova alternativa, resolvemos o dilema descrito por Kotov. Assim a pessoa pode desfrutar os benefícios de ser cotista e viver a emoção de ter sua conta administrada por um sistema extremamente promissor. Entre as vantagens de ser cotista, podemos citar as seguintes:

1) Participação nos lucros auferidos com venda de licença do Saturno para bancos ou outras instituições. É provável que em cerca de 2 ou 3 anos, o valor de uma licença seja negociado na faixa de alguns bilhões de reais. O valor atual, se surgir algum comprador, seria 60 milhões de reais. Portanto o cotista pode recuperar seu investimento com imenso lucro em questão de poucos anos.

2) Participação nos lucros provenientes de locação do Saturno.

3) Liberdade para escolher a versão do Saturno que deseja ter administrando sua conta, bem como escolher o nível de risco que melhor se ajusta ao seu perfil (essas possibilidades de escolha não são facultadas aos não-cotistas).

4) Liberdade para investir qualquer quantia.

5) Acompanhar regularmente contas de teste, tanto demonstrativas quanto reais, e flexibilidade para trocar a versão ou o nível de risco de sua conta quando desejar (no máximo 1 troca por mês).

6) Recebe periodicamente notícias e informações relacionadas as aspectos técnicos e comerciais do Saturno.

7) Participação em fórum com outros cotistas, um canal para esclarecimento de dúvidas, troca de idéias e impressões, para envio de sugestões etc.

8) Condições privilegiadas para aplicar capital próprio, com 50% de desconto na taxa de performance: em vez de 20% de taxa de performance, paga metade, isto é, 10% sobre o que exceder o CDI.

9) Acesso a vasto material exclusivo, incluindo artigos com teor técnico e didático, séries históricas e outros materiais.

10) Flexibilidade para negociar condições do contrato, personalizando o formato de acordo com as necessidades e interesses individuais, desde que mantida paridade aproximada com o padrão dos demais cotistas.


As condições para ser cotista são:

1) Enviar uma carta, objetiva, informando os motivos pelos quais deseja se tornar cotista.
2) Concordar em doar pelo menos 10% de sua rentabilidade a entidades assistenciais, a sua livre escolha (basta enviar comprovação periódica de que efetuou as doações).
3) Comprometer-se a enviar pelo menos 4 depoimentos (depois de 1, 3, 6 e 12 meses), relatando suas impressões e informando os resultados de sua aplicação.

As condições para aplicar em conta de teste são:

1) Investimento mínimo de R$ 1.000.000,00.
2) Comprovação sobre a proveniência e regularidade fiscal do dinheiro.
3) Concordar em doar pelo menos 10% de sua rentabilidade a entidades assistenciais, a sua livre escolha (basta enviar comprovação periódica de que efetuou as doações).

Está em andamento uma extensa e detalhada pesquisa sobre as condições para criação de um fundo de investimentos. Até o presente momento, já pesquisamos algumas possibilidades na Suíça, nas Antilhas Holandesas, Ilhas Caimans, Ilhas Virgens Britânicas, Uruguai, Nassau e Hong Kong. A alternativa que mais tem despertado nossa atenção é a sugestão de Wanderson Lage, em Gibraltar, que, além das vantagens tributárias, é o único lugar na Europa com isenção no VAT. Com isso se consegue incrementar sensivelmente os ganhos, tudo perfeitamente dentro da Lei, a exemplo de George Soros, cuja fortuna seria cerca de 12 vezes menor, se ele não tivesse colocado seu fundo num paraíso fiscal.

Formulário para contato: http://www.sigmasociety.com/contatos/sigma_formulario.asp